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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

CASO DESESPERADO



Na rua, no trabalho, no lazer, todos diziam que era preciso desprezar aqueles que usavam o galego, que aquele idioma era um câncer para a sociedade galega. Ele mesmo, durante meses e meses, tentou passar a língua do seu pensamento para o castelhano, mas foi-lhe inútil, não dava mudado a língua. Por isso, já desesperado, ligou para o oncólogo, talvez ele lhe encontrasse aquele câncer algures e o facto de se expressar em galego fosse algo extirpável cirurgicamente.


Frantz Ferentz, 2014

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