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sábado, 31 de maio de 2014

QUANDO NÃO SE ESCUTA O UNIVERSO

«Vou ter vagar demais para escrever agora que me reformei. Bem sabem que escrever foi sempre a minha paixão, que a poesia me corre pelas veias».
   Justo depois de o Berto Lulas publicar aquele anúncio nas redes sociais, uma biblioteca da cidade derrubou-se de repente e uns vinte livros num rádio de três quilómetros arredor da casa do Berto sofreram ignição espontânea. Para os que não criam nas casualidades, aqueles factos inexplicáveis eram o resultado lógico do anúncio do Berto Lulas, quem não conseguia ver naqueles sucessos que o universo lhe gritava que parasse logo de ultrajar a poesia, porque os objetos mais sensíveis, os livros, continuariam a imolar-se...


Frantz Ferentz, 2014

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