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segunda-feira, 10 de junho de 2013

A MULHER ETÉREA

Durante todo o tempo que passara a falar com ela, el tivo a impressão de que era a mulher máis etérea que nunca conhecera. Presentárom-lha como poeta romântica, o qual a ele fascinou ainda mais. Ela sorria ligeira, quase que falava sem voz. Ele estava entusiasmado. E quando chegou a hora de irem embora, ele quiso despedirse con dous beijos na façula. Ela não tivo tempo de reagir. Ele só dixo:

— Até a próxima —e beijou-a.

Ela, tal como era de esperar numa mulher tan etérea, depois do primeiro beijo diluíu-se, sem chegar mesmo a receber o segundo beijo. 

Frantz Ferentz, 2013

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