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domingo, 24 de fevereiro de 2013

PARANOIAS DO CORRETOR (5)

O condenado a morte estaba amarrado a um poste, coas mãos ligadas a ele e os olhos bendados. Chovia com força e o vento assubiava despiedademente. O condenado sentiu a voz que comandava:
   — Apuntem
   Retivo o alento.
   — Fogo!
   Soárom quatro disparos, mas nengum o atingiu. O tipo deixou escapar o alento. Sacudiu a cabeça com força e conseguiu desprender a benda dos olhos. Viu o pelotom de fusilamento e mais o oficial que o comandava:
   — Oficial, este tipo de situações som as que eu ponho nos meus exames para os meus estudantes saberem como disparar con lufadas de vento como estas. Venha, que lho explico.
   O oficial achegou-se e escuitou com atençom as explicações. Depois bisbou ao ouvido dos soldados do pelotom, explicando-lhes que haviam disparar ligeiramente cara à esquerda para compensarem o vento.
   Dispararon outra vez. Os quatro disparos fôrom mortais. O condenado a morte caiu com um sorriso nos lábios, o sorriso do profissional que morre graças aos seus conhecimentos e que os partilha até a morte.


Frantz Ferentz, 2013

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