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domingo, 24 de fevereiro de 2013

PARANOIAS DO CORRETOR (4)


O corrector chegou ao exame dum estudante apelidado Rotoira. Aquele apelido ressoou na sua mente durante todo o tempo que passou a corrigir aquela prova. Estava justo no limite de aprovar, no mesmo limite. Rotoira, por que lhe soava tanto aquele apelido? De repente, o corretor meteu a mão na gaveta dos seus documentos e recolheu umha multa de trânsito. Ali estava o nome do agente que lha pusera: P. Rotoira. Agora já o entendia: aquele Rotoira, de nome S., era o filho do agente que o multara. Tinha a ocasiom de se vingar daquele maldito agente de trânsito que con toda a sua prepotência o multara.
   O corrector sorriu quando puso a nota: Apto. Pola mínima, mas apto, poderia tê-lo suspendido, mas nom. Cumprira a sua vingança. En aprovando aquele exame, o Rotoira filho poderia cursar estudos superiores e nom seguiría a tradiçom familiar de servir à pátria como agente de trânsito sem estudos.

Frantz Ferentz, 2013

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